Os desafios e as perspectivas da permanência do estudante-trabalhador na Universidade Pública Brasileira: reflexões a partir do caso da UFRGS

Igor Corrêa Pereira

Resumen


O presente artigo visa elaborar uma reflexão sobre as perspectivas e desafios da permanência do estudante trabalhador na Universidade pública brasileira, tomando como ponto de partida e de análise a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, à luz das opções teóricas assumidas. A partir da revisão bibliográfica e documental, se situa o debate contemporâneo sobre o abandono no ensino superior público brasileiro no contexto da recente democratização do acesso  e consequente mudança do perfil do estudante, ampliando-se o número de discentes que estudam e trabalham. Esse quadro recente traz o desafio da mudança do comportamento institucional com vistas a superar a histórica separação entre trabalho e educação. O abandono no ensino superior configura um fracasso que não pode ser atribuído unicamente ao indivíduo que abandona, mas sim a um conjunto de fatores sociais que dizem respeito, em grande medida, a forma como se organiza as instituições de ensino, e sob um aspecto mais amplo, a um modelo de desenvolvimento do país. A análise do caso da UFRGS permite verificar que existem perspectivas entreabertas de mudança no comportamento institucional a partir da compreensão do percurso formativo para além da sala de aula e da relação docente-estudante, acrescentando nessa relação o papel mediador do técnico- administrativo em educação, como se verificam nos casos citados dos cursos noturnos de Odontologia e Arquivologia. O revoar sobre o estado da arte da oferta de cursos noturnos na UFRGS  permite  ver  que  embora  a  Instituição  atinja  o  percentual  mínimo  de  30%  de  cursos noturnos, ainda está longe de oferecer essa taxa em todas as áreas de conhecimento, ficando a concentração de cursos noturnos majoritariamente nos cursos situados nas áreas de Ciências Humanas. Embora haja uma tendência de mudança institucional, uma visão panorâmica da oferta de cursos noturnos na UFRGS permite vislumbrar um longo caminho institucional para que a Universidade efetivamente abra suas portas e garanta o sucesso ao longo do trajeto formativo dos estudantes-trabalhadores, permitindo com isso em todas as áreas do conhecimento e não só em uma parte delas, um quadro mais representativo do real conjunto da juventude brasileira, que em sua maioria é uma juventude trabalhadora.

Palabras clave


Permanência na Universidade; Estudante-trabalhador; Educação; heteronomia e desenvolvimento

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