O Abandono Da Educação Superior: Um Olhar Epistemológico Complexo Sobre O Tema

Nize Maria Campos Pellanda, Maria de Fátima de Lima das Chagas,

Resumen


O abandono da Educação Superior não se dá por acaso. Ele tem sido produzido por grupos de especialistas a serviço de um poder maior para legitimar um sistema cada vez mais excludente (neo-neoliberalismo). Esse é o eixo central desse artigo: focar a crise da Educação Superior à luz da complexidade, ou seja, juntando as dimensões que foram separadas por um paradigma que fragmenta os níveis diferentes da realidade. Para tal abordagem, partimos de uma atitude epistemológica baseada nos principais pressupostos da complexidade com uma lógica complexa, abdutiva e articuladora embutidas em práticas de autoria, de vivências e de compaixão. As consequências da modernidade foram longe demais e hoje vivemos seus efeitos desagregadores causadores de muito sofrimento pela separação dos seres humanos entre si e deles mesmos. A educação que se instituiu no mundo ocidental, inoculou a mesma de encantamento, de aprendizagem do viver. Esse sistema educativo se configurou em torno de uma lógica reducionista, linear e simplificadora com a matriz de exclusão “OU” que limita os seres humanos com impedimentos importantes de percepção de outros níveis da realidade. No caso brasileiro, e de outros países colonizados do passado, a situação é ainda mais preocupante porque carrega essa herança de ideologia da dominação. Um exemplo disso, é a atual situação brasileira, processo no qual os dominados foram às ruas pedir a sua própria dominação. Hoje, a dominação é ainda mais sutil, invasiva e capilar. A dominação atual se dá pela colonização da alma. Novas formas de dominação marcam assustadoramente os nossos tempos. Elas são coordenadas por grupo de empresas internacionais com um projeto que carrega um potencial muito grande de destruição das subjetividades. Para Deleuze, não estamos mais nas sociedades de controle como tão bem descreveu Foucault, mas entramos na sociedade de controle. Diante de tal cenário tão desumanizante que carrega o perigo de uma manipulação tão invasora de subjetividades perpetrada por uma classe dominante muito mais forte e anônima do que nos tempos do liberalismo, é preciso uma postura muito consciente de nós mesmos para não soçobrar no obscurantismo, como também, para ajudar os outros a não sucumbir. Nossa proposta, portanto, vai no sentido de adotar uma epistemologia da complexidade para garantir aos seres humanos a potencialização de sua condição humana.

Palabras clave


Educação Superior; Complexidade; Epistemologia da Complexidade; Sociedade de Controle.

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