Gestao Democrática e participativa como estratégia para minimizar a evasao em curso de especializacao a distancia

Linha 2 - Prácticas para la reducción del abandono: acceso, integración, planificación

SILVA, Carmen Damaris

Universidade Federal de Santa Maria - BRASIL

e-mail: carmensilvaufsm@yahoo.com.br

Resumo.A Educação à Distância na sua atual configuração tem possibilitado que muitas pessoas possam dar continuidade à sua formação. Entretanto, apesar da crescente procura por cursos nessa modalidade, os percentuais de evasão são bastante elevados. O presente trabalho é fruto de uma pesquisa, caracterizada como um estudo de caso de cunho qualitativo e tem como principal objetivo descrever a importância de uma gestão democrática e participativa para diminuir os índices de evasão no Curso de Especialização em Gestão Educacional à Distância da UFSM; além de conhecer, as estratégias criadas pela Coordenação e pelos Polos para evitar que os estudantes abandonem os estudos; buscar entre os tutores presenciais e à distância dados sobre as causas da evasão e analisar os procedimentos utilizados por toda a equipe gestora para minimizar esse problema. O levantamento dos dados foi feito através de um questionário apresentado aos gestores. A partir desses dados pode-se verificar que os gestores utilizam várias estratégias para organizar o percurso acadêmico dos estudantes, e que uma gestão democrática e participativa vem a ser primordial para minimizar o problema da evasão dos estudantes, elevar a qualidade do Curso e a qualidade dos profissionais formados nele.

Palavras-chave:Educação à Distância; Evasão; Gestão democrática.

1. Introdução

A Educação à Distância – EAD - desde muito tempo vem possibilitando que pessoas distantes, geograficamente, das instituições de ensino, tenham acesso a conhecimentos e qualificação para o trabalho.

Como marco da expansão do acesso ao conhecimento no Brasil, por meio da educação á distância, tem-se a criação da Universidade Aberta do Brasil – UAB, no ano de 2005. Esse sistema se caracteriza pela parceria entre instituições públicas de Ensino Superior, Estados e Municípios, para ofertar cursos superiores à distância, de graduação e pós-graduação, atendendo a uma demanda social, oferecendo vagas para o público em geral e para professores em exercício.

Nos moldes atuais a EAD tem facilitado o acesso ao ensino universitário para um grande número de estudantes, sendo a principal finalidade da UAB, possibilitar a capacitação de professores para a Educação Básica, por meio de cursos de Licenciatura e de Formação Continuada. Assim, através da Portaria 4208 de 17 de dezembro de 2004, o Ministério da Educação - MEC credencia a Universidade Federal de Santa Maria para ofertar cursos superiores na modalidade à distância.

O MEC entrou em contato com a Coordenadoria de Educação à Distância da UFSM e esta, com a Coordenação do Curso de Gestão Educacional Presencial. A proposta de oferecer o Curso na modalidade a distância foi então, apresentada aos membros do colegiado. Houve uma manifestação favorável da maioria, que se mobilizou para elaborar o Projeto Político Pedagógico do novo curso.

O Curso de Gestão Educacional EAD foi criado no ano de 2007. As tramitações iniciaram no mês de fevereiro, quando foi apresentado à Comissão de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) do Centro de Educação. O Projeto Pedagógico, depois de analisado e discutido, recebeu parecer favorável desta Comissão (PARECER Nº 05/2007), homologado no Conselho do Centro, sendo então encaminhado para a Pró-Reitoria de Pós Graduação e Pesquisa – PRPGP. Após tramitar pelos órgãos competentes, a criação do Curso foi enfim aprovada pelo Conselho Universitário da UFSM.

O Curso de Especialização em Gestão Educacional visa à formação de gestores numa perspectiva democrática, em que o professor possa desempenhar tanto funções administrativas quanto pedagógicas, numa visão conjunta, participativa, de tomada de decisões onde todos os envolvidos no processo educativo configuram-se como gestores. Portanto, numa organização escolar, o poder de decisão não fica apenas nas mãos de uma única pessoa, o diretor, sendo este apenas um representante eleito através de um processo também democrático.

Uma forma de conceituar gestão é vê-la como um processo de mobilização da competência e da energia de pessoas coletivamente organizadas para que, por sua participação ativa e competente, promovam a realização, o mais plenamente possível, dos objetivos de sua unidade de trabalho, no caso, os objetivos educacionais (Lück, 2008, p.21).

De acordo com PPP (2007) o principal objetivo do Curso de Especialização em Gestão Educacional à Distância é possibilitar a Formação Continuada de profissionais da educação, de modo que estes possam refletir e analisar as Políticas Educacionais vigentes, sendo capazes de atuar criticamente nos sistemas escolares. Outro objetivo é o de que os profissionais egressos possam favorecer uma organização escolar mais democrática através da compreensão dos aspectos administrativos, técnicos, pedagógicos, políticos, econômicos e culturais que envolvem estes sistemas.

Muitos candidatos buscam o Curso como alternativa para dar continuidade à formação e também para ascender na carreira do magistério, visto que, com o Curso, podem obter uma promoção nos planos de carreira, estaduais e municipais. Porém, um estudo realizado por Mousquer, Oliveira e Pedrotti (2009) com alunos egressos da primeira turma do curso, mostrou que o fato de ser realizado à distância, com a utilização de um ambiente virtual - o que supera a barreira da distância geográfica - possibilita estudar sem a necessidade de grandes deslocamentos, e também, o fato de ser pensado para atender a profissionais que já atuam no ambiente escolar e ser ligado à uma Instituição de Ensino superior bem conceituada, foram fatores que motivaram a escolha do curso.

Segundo esse estudo os egressos viam no curso uma possibilidade de adquirir conhecimentos acerca dos processos de gestão democrática, que contribuíssem com suas reflexões e práticas enquanto gestores. Com os conhecimentos possibilitados pelo Curso, passam a ser mais participativos e comprometidos com o trabalho que desenvolvem nas escolas onde atuam.

A participação efetiva na escola pressupõe que os professores, coletivamente organizados, discutam e analisem a problemática pedagógica que vivenciam em interação com a organização escolar e que, à partir dessa análise, determinem caminhos para superar as dificuldades que julgarem mais carentes de atenção e assumam compromisso com a promoção de transformação nas práticas escolares (Lück, 2008, p. 33-34).

A atuação dos gestores deve ser pautada no diálogo permanente com os demais membros da equipe, em prol de objetivos comuns, pois as ações isoladas no interior da escola não surtem efeitos positivos para a instituição e nem para a aprendizagem dos alunos.

É necessário que experiências sejam socializadas com os demais profissionais para que juntos possam construir conhecimentos e buscar alternativas para melhorar a qualidade do que é ensinado na escola.

2. A Evasão nos Cursos de Educação à Distância

A evasão é um grande desafio para os Cursos ofertados na modalidade à distância, o que preocupa as instituições de ensino, fazendo-se necessário estudar formas de combatê-la. De acordo com autores como Abadd, Carvalho e Zerbini (2006) e Bardagi e Hutz (2009) estudantes que se matriculam em um curso, mas não o iniciam ou mesmo que iniciam e interrompem sua participação no decorrer do mesmo, são considerados como evadidos.

Como fatores que motivam a evasão dos estudantes em cursos à distância, Coelho (2002, p.2) aponta os seguintes:

A falta da tradicional relação face-a-face entre professor e alunos, pois neste tipo de relacionamento julga-se haver maior interação e respostas afetivas entre os envolvidos no processo educacional;

Insuficiente domínio técnico do uso do computador, principalmente da Internet, ou seja, a inabilidade em lidar com as novas tecnologias cria dificuldades em acompanhar as atividades propostas pelos cursos à distância como: receber e enviar e-mail, participar de chats, de grupos de discussão, fazer links sugeridos, etc.;

Ausência de reciprocidade da comunicação, ou seja, dificuldades em expor ideias, numa comunicação escrita à distância, inviabilizando a interatividade;

A falta de um agrupamento de pessoas numa instituição física, construída socialmente e destinada muitas vezes, à transmissão de saberes, assim como ocorre no ensino presencial tradicional, faz com que o aluno de EAD não se sinta incluído num sistema educacional.

Os motivos da evasão são, na maioria das vezes, pessoais, sendo que os principais são o pouco tempo para dedicar-se aos estudos, em função de carga horária de trabalho elevada – alguns estudantes trabalham 40 horas – o que impede um bom desempenho e acompanhamento das aulas; compromissos familiares; dificuldades de transitar num AVA, etc. Muitas vezes os estudantes se veem perdidos, tendo dificuldades para pedir auxílio da tutoria.

3. A Evasão no Curso de Gestão Educacional à Distância Da UFSM

O presente estudo foi desenvolvido em duas etapas. Primeiramente foi realizada uma pesquisa documental, sendo consultados todos os históricos escolares dos estudantes, tanto da primeira (2008/2009) quanto da segunda (2009/2010) turma, já formados. Era sabido que o Curso apresentava uma evasão considerável, mas não havia sido feito um levantamento desses números.

A pesquisa documental, baseada em documentos pessoais, apresenta um “inestimável valor para a realização de estudos exploratórios, com vistas, sobretudo, a estimular a compreensão do problema e também para complementar dados obtidos mediante outros procedimentos” (GIL, 1999, 164). Numa segunda etapa da pesquisa, foi utilizado um pequeno questionário, enviado por e-mail para toda a equipe gestora, incluindo coordenação do Curso, coordenação de tutoria, coordenação de polos, tutores presenciais e à distância.

Nessa etapa o objetivo foi levantar junto os tutores, motivos e queixas dos estudantes referentes à evasão, já que os tutores, tanto presenciais quanto à distância, mantém uma relação de maior proximidade com os mesmos. Junto aos demais gestores, buscou-se verificar quais estratégias e ações adotam para evitar a evasão. A escolha deste instrumento de coleta de dados se deu pelo fato de que “consiste basicamente em traduzir os objetivos da pesquisa em questões específicas” (GIL, 1999, p. 129), o que permitiu obter respostas pontuais e esclarecedoras sobre o problema pesquisado.

Os gestores, tutores presenciais e à distância responderam as duas questões, enquanto os demais gestores, professores, coordenador de curso, de Polo e de tutoria, responderam apenas a segunda questão:

Quais as principais dificuldades dos estudantes e os motivos que os impedem ou impediram de concluir o Curso?

Quais as medidas e estratégias adotadas por você, enquanto gestor (a), para evitar que os estudantes evadam do Curso? Em síntese, o que você fez para ajuda-los no decorrer de todas as etapas do Curso?

As questões foram enviadas para 7 Coordenadores de Polo, 9 Tutores Presenciais, 7 tutores à distância e 7 professores, além da Coordenadora de tutoria e Coordenadora do Curso. Foram obtidas respostas de 2 coordenadores de Polo, 7 tutores presenciais, 6 tutores à distância e de 2 professores, da coordenadora do curso e da coordenadora de tutores. Neste estudo apresentam-se esses gestores como: “CC” (coordenador de curso); “CT” (coordenador de tutoria); “CP-1” e “CP-2” (coordenadores de polo); “TP-1”, “TP-2”, “TP-3”, “TP-4”, “TP-5”, “TP-6” e “TP-7” (tutores presenciais); “PP 1” e “PP 2” (professores pesquisadores) e “TD-1”, “TD-2”, “TD-3”, “TD-4”, “TD-5” e “TD-6” (tutores à distância).

A primeira turma do curso iniciou suas atividades em 2008, tendo sido preenchidas 257 vagas. Todos os estudantes selecionados foram automaticamente matriculados pelo DERCA. Desses estudantes 87 defenderam suas monografias no prazo previsto, 66 pediram prorrogação de prazo e 104 evadiram. Esses dados podem ser visualizados no gráfico a seguir:

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Gráfico 1 – Demonstrativo Turma 2008/2009

Se for considerado o número de estudantes que ingressaram no Curso e o número total de evadidos, em um cálculo simples, tem-se que o índice de evasão na primeira oferta, chegou a 40,46%. Porém, em alguns polos a evasão é mais significativa do que em outros, considerando o número de estudantes que ingressaram em cada polo e também à etapa em que houve maior desistência.

A segunda turma do curso iniciou suas atividades em 2009, sendo preenchidas 261 vagas, devido à grande demanda de alguns polos como Fortaleza e Palmas, para os quais acabaram sendo destinadas mais 11 vagas.

Dos 261 estudantes que ingressaram no Curso, 59 defenderam suas monografias no prazo previsto, 68 defenderam na prorrogação e 134 evadiram. Esses dados são apresentados no gráfico a seguir:

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Gráfico 2 – Demonstrativo Turma 2009/2010

Da primeira para a segunda turma, pode- se perceber que houve um significativo aumento no número de estudantes que evadiram do Curso. Da mesma forma, se for considerado o número de estudantes que ingressaram e o número total de evadidos, o percentual de evasão na segunda oferta, chegou a 51,34%.

4. Os Motivos da Evasão

Segundo os gestores, são diversos e distintos os motivos que levam os estudantes a interromperem o Curso. Os motivos mais apontados são a visão equivocada de muitos estudantes em relação a cursos oferecidos na modalidade à distância, pois quando se deparam com a exigência requerida para o desempenho das tarefas, acabam desistindo logo no início. Além disso, está o fator tempo, pois muitos estudantes trabalham quarenta horas semanais ou mais, e reclamam da falta de tempo para a realização de leituras e tarefas, o que faz com que alguns não consigam completar as disciplinas. Outro fator relatado é a demora nas correções e, às vezes, à falta de comunicação com os professores orientadores na etapa de elaboração da monografia, que corresponde ao terceiro semestre do Curso.

Embora não tenham sido questionados sobre as dificuldades dos estudantes em relação ao Curso, os coordenadores de polo assinalaram a visão equivocada dos mesmos sobre cursos na modalidade a Distância:

“Percebo que às vezes o aluno tem uma expectativa em relação à EAD, e na prática ele se depara, sim, com muito estudo e trabalho. O aluno EAD deve ter um perfil de aluno com autodisciplina, e muitos não a têm. A maioria dos alunos trabalha e às vezes não consegue mais conciliar trabalho e estudo” (CP 1).

“Acredito que a evasão acontece ainda, pelo motivo do aluno achar que a EAD é uma modalidade de ensino que o grau de exigência é mínimo, ou seja, que é simplesmente se inscrever e depois ganhar o diploma, e ai, quando se inicia as atividades eles percebem que precisam dedicar um tempo de estudo diário para assim acompanhar as atividades do curso” (CP 2).

“Muitos estudantes traziam uma visão equivocada da EAD. Pensavam ser um ensino mais “fácil” com um nível de cobrança inferior aos cursos de regime presencial. Alguns me justificaram que não conseguiriam acumular funções de trabalho e mais a realização de atividades semanais no ambiente EAD” (TD 4).

“Muitos ainda têm uma visão simplista de que para que se concretize a educação à distância basta estar plugado na internet; não é bem assim. O ritmo das atividades do EAD é intenso, e requer grande dinamismo e autonomia do aluno. Por outro lado, há que considerar uma evasão esperada, principalmente daqueles que ingressaram nesta modalidade de ensino acreditando que seria teoricamente mais "fácil" do que no ensino presencial” (TP 7).

O contato com a realidade de um Curso na modalidade à distância que exige uma dedicação diária aos estudos, leva alguns estudantes a se desestimularem logo no início, pois, “definir o local, a hora, o tempo de trabalho, é regra geral na EAD” (Longo, 2009, p. 219). Algumas vezes, querem somente realizar a avaliação presencial para obter a aprovação, mas como a avaliação do Curso de Especialização em Gestão Educacional à Distância é processual, e compreende a participação dos estudantes em todas as atividades, acabam não atingindo o conceito suficiente para aprovação.

Além da visão equivocada, foram citados pelos gestores, outros fatores que levam alguns estudantes a interrompem o curso logo no início: insuficiente domínio técnico do uso do computador (principalmente da internet), ausência da tradicional relação face a face entre professores e estudantes, à distância e a carência de um agrupamento de indivíduos numa instituição, dificuldades de expor ideias em uma comunicação escrita, etc., corroborando com os motivos para a evasão em cursos à distância, apontados por Coelho (2002).

Em geral, cursos na modalidade à distância requerem uma organização do tempo, ou seja, que os estudantes dediquem um número determinado de horas para realizar as leituras e atividades. Segundo a “TD 6” os estudantes que evadem, em geral, não dedicam esse tempo, pois no levantamento de acessos ao Moodle nas disciplinas, alguns ficavam até quinze dias sem entrar no Ambiente, o que implicava no não acompanhamento das atividades.

“Estudantes com perfil para a evasão não costumavam responder às mensagens enviadas, complicando bastante a comunicação via Plataforma Moodle” (TD 6)

O estudo realizado por Mousquer, Oliveira e Pedrotti (2009) com egressos do Curso, revelou que a grande maioria atua na rede publica municipal e/ou estadual. Da mesma forma, os gestores pesquisados afirmaram que, os estudantes do Curso são professores da rede e em virtude da carga horária elevada de trabalho, apresentam dificuldades para acompanhar o Curso. Embora procurem manter uma regularidade nos acessos e no desenvolvimento de atividades, alguns estudantes reclamam do acúmulo de leituras e também dos prazos para postagem das tarefas no Ambiente Moodle. Sobre isso, alguns gestores fizeram as considerações:

“As desistências decorreram, sobretudo pela inexistência de tempo para a realização das atividades propostas por algumas disciplinas (muitas atividades semanais, pois na maioria das vezes ocorriam duas disciplinas concomitantemente)” (TD 2)

“A grande maioria desiste ou coloca a possibilidade de desistir em virtude das outras atividades que tem o que proporciona pouco tempo para o desenvolvimento dos trabalhos do curso e, sendo à distância fica mais complicado” (TD 3)

“As principais queixas fazem referência ao tempo do aluno. Eles assumem várias atividades ao mesmo tempo e como o curso é bem dinâmico com prazos para entrega das atividades, percebe-se certo embaraço na Gestão do tempo do cursista” (TP 6)

“As maiores queixas são em relação aos prazos das atividades, pois alguns alunos trabalham 40 horas ou mais e ainda tem famílias, mas não são todas as disciplinas” (TP 2)

O acúmulo de atividades e a falta de tempo para realizá-las, acabam sendo motivos para que alguns estudantes desistam do Curso antes de chegar à fase de elaboração de monografia. Os que chegam, apresentam muitas queixas quanto às atividades de orientação à distância, principalmente sobre a demora nos retornos dos professores. Essa é uma questão delicada, pois, da mesma forma que os estudantes possuem uma carga horária de trabalho elevada, também os professores orientadores possuem atividades diversas a cumprir, não tendo como dar retorno imediato, como alguns estudantes exigem. Sobre essas dificuldades os gestores comentam:

“A demora ou falta de retorno das mensagens referentes orientações para a elaboração da monografia são queixas recorrentes” (TP 1).

“Na monografia alguns alunos não têm muito contato com seus orientadores e reclamam de demora das correções” (TP 2).

“Alguns alegam falta de tempo, porque tem tarefas toda semana, mas a maioria desiste no final, quando estão fazendo a monografia, dizem que não tem retorno dos orientadores e acabam desistindo” (TP 4).

“A comunicação entre o orientador com o orientando é um problema, pois atendi dois casos aqui no Polo de alunos que não recebiam retorno do professor orientador e acabaram se desesperando. Auxiliei-as com materias para pesquisa e pedi que enviassem novamente mensagem ao orientador” (TP 5).

A comunicação à distância às vezes também apresenta falhas, pois sugestões e orientações dos professores nem sempre são bem recebidas pelos estudantes. Nesse sentido foi explicitado o seguinte:

“Dizem que os professores orientadores, em sua maioria, moldam os trabalhos conforme seus interesses de pesquisa, e que também o diálogo é difícil, isto é, os professores estão "distantes". Sinto os alunos em geral bastante frustrados, o que possivelmente levará a uma evasão agora no final” (TP 7).

Apenas tutores presenciais relataram dificuldades dos estudantes em relação às orientações, já que os tutores à distância estavam também no papel de orientadores na etapa final do curso.

Além dos motivos acima descritos, que levam os estudantes à evasão, também foram citados, em menor proporção pelos gestores, fatores como, discordância em relação aos conceitos obtidos nas disciplinas, problemas pessoais e familiares, problemas de saúde, troca de curso, falta de autonomia e falta de interesse dos estudantes.

Enfim, com a evasão apresentada nas duas turmas que concluíram o Curso, é de extrema importância cada vez mais elaborar estratégias conjuntas que envolvam o trabalho de todos, coordenação de Curso, professores, coordenação de polos, tutores presenciais e a distância, na busca de melhorias para evitar a evasão, tornando possível que os estudantes consigam concluí-lo, já que esta é a finalidade da UAB, proporcionar uma formação continuada e de qualidade para professores em exercício.

5. As Estratégias da Equipe Gestora

Pode-se verificar que da primeira para a segunda turma houve um significativo aumento do número de estudantes que prorrogaram as defesas de suas monografias e também, um aumento do número de estudantes evadidos. Devido a isso, e por questões de organização a Coordenação do Curso decidiu não aceitar prorrogação de defesa de monografia por motivos que fogem aos aspectos legais.

“Essa medida da Coordenação está em conformidade com a lei. A prorrogação só será concedida aos estudantes mediante uma justificativa ou atestado médico que comprove sua impossibilidade de fazer a defesa da monografia, ou seja, será concedida em caráter excepcional conforme consta no PPP do Curso” (CC).

Nas edições anteriores somente a justificativa de não ter concluído o trabalho era suficiente para solicitar a prorrogação. Na edição 2010 só foi acatada a solicitação mediante atendimento aos amparos legais. O resultado dessa medida já pode ser verificado na turma que ingressou no ano de 2010 e está em fase de conclusão, pois o número de defesas ao final dos dezoito meses do Curso aumentou significativamente. Por outro lado, como aponta um dos gestores, prejudicou alguns estudantes que não conseguiram iniciar sua produção logo no início do semestre.

“A não prorrogação da monografia prejudica aquele aluno, que às vezes não encontra logo o rumo certo, tem dificuldades em encontrar uma bibliografia de acordo” (CP 1).

A medida da não prorrogação já está sendo revista e discutida pela Coordenação do Curso e os demais membros da equipe gestora. No dia 10 de agosto de 2011 houve uma reunião do colegiado do Curso onde essa medida foi discutida. Ficou decidido, conforme a Ata 004/2011, que em função do grande número de defesas, nos casos em que o professor orientador julgar necessário, será concedido uma nova data para defesas de monografia.

A Coordenação procura estar constantemente em contato com os Polos, com os tutores e professores. Sempre que surgem dúvidas, são logo respondidas.

Algumas questões são discutidas e as decisões costumam ser tomadas levando em consideração a opinião dos envolvidos. A comunicação entre os gestores torna o Curso mais organizado e facilita o trabalho de todos.

“Uma das medidas utilizadas como forma de diminuir a evasão do Curso é fazer com que professores e tutores presenciais e a distância contatem com o estudante que se afasta da participação nos fóruns de discussões. Há uma permanente preocupação em manter o contato com o estudante, seja através do ambiente, do e-mail e também do telefone” (CC).

Para uma melhor organização das tarefas dos tutores, a coordenação de tutoria costuma fazer reuniões periódicas com os tutores à distância para discutir questões referentes ao trabalho desenvolvido no ambiente Moodle. Sempre que possível, são também feitas visitas aos Polos para trabalhar com os tutores presenciais as suas atribuições e formas de melhorar a qualidade do Curso. Dentre as atividades da coordenação de tutoria estão:

“Reuniões nos Polos com tutores presenciais; Seleção de Tutores à distância com o critério de terem concluído o curso de Especialização Educacional; Implementação da Disciplina de Elaboração de Monografia; Reuniões periódicas com tutores à distância; Acompanhamento da vida acadêmica do aluno com a secretária do curso; Reuniões de Colegiado de curso” (CT).

Outra medida considerada muito significativa no combate à evasão foi a que no ano de 2011, foi disponibilizado no ambiente Moodle, um espaço para o desenvolvimento da disciplina de Elaboração de Monografia, com o objetivo de auxiliar os estudantes na elaboração da monografia. Assim, durante todo o semestre, tutores orientadores fizeram correções dos trabalhos, auxiliaram os estudantes na construção textual, na adequação às normas da MDT, sugerindo bibliografias, etc. Essa disciplina foi apenas mais uma forma de proporcionar aos estudantes um apoio na etapa final do Curso, em que normalmente eles se sentem solitários, não sendo obrigatória a participação junto ao tutor orientador. Caracteriza-se como mais uma ferramenta para auxiliar ao aluno no processo de elaboração do trabalho final de curso.

“Colocamos também a disposição dos alunos, além do professor orientador, tutores a distância com preparo para atender aquelas solicitações de metodologias, conceitos básicos e, muitas vezes impedem a continuidade do trabalho. Esta última medida adotada dos tutores orientadores contribui significativamente na manutenção do aluno no curso e também na realização do trabalho final” (CC).

Apesar de ser considerada pela coordenação do curso, uma disciplina importante para auxiliar os estudantes, alguns professores orientadores, embora também tivessem acesso à disciplina, preferiram fazer contato com os estudantes apenas por e-mail, sem utilizar o apoio do Moodle e dos tutores orientadores.

Dentre as estratégias sugeridas pelos gestores pesquisados, elaboradas para evitar a evasão dos estudantes, destacam-se o constante contato dos coordenadores de polo e tutores presenciais com os estudantes, via ambiente Moodle e também telefone; o atendimento às dúvidas nos polos e o constante incentivo, com vistas ao envolvimento e valorização do Curso.

“Sempre incentivamos os alunos com mensagens, ligações, sugerimos grupos de estudos, proporcionamos seminários, confraternizações entre os alunos as demais turmas do Polo, enviamos sugestões de leituras, sugestões de livros disponíveis na biblioteca e estamos sempre à disposição quando precisam” (TP 4).

“Nossas medidas enquanto Polo é sempre estar em contato, motivando-os, dizendo que são capazes, que o Polo esta aberto a eles, que se tiverem dúvidas apareçam no Polo onde os tutores estão diariamente, que temos Biblioteca que podem os auxiliar” (CP 2).

“Junto com as tutoras, procuramos permanentemente estimular o estudante mesmo quando este apresenta dificuldades substanciais até para realizar a mais singela atividade proposta” (PP 2).

“Para aproximar as discussões aos interesses dos estudantes, procurei conhecer o perfil de cada um e promover discussões, instigando os estudantes a relatar e aproximar as temáticas abordadas aos seus contextos de atuação profissional. Além disso, procurava manter a frequência de contato com os estudantes, incentivando-os à discussões pertinentes aos assuntos abordados” (TD 1).

Nos Polos de apoio presencial também é feito o acompanhamento das atividades dos estudantes no Ambiente Moodle. Assim, é possível que os tutores presenciais também se encarreguem de dar avisos e lembrar os estudantes sobre datas importantes como avaliações, encontros presenciais e postagem de atividades.

“Procuramos sempre ter um dos tutores no Polo quando está aberto, mantendo os alunos informados das atividades e prazos tanto das disciplinas como matriculas e provas, primeiro pelo ambiente (moodle) e e-mail e por ultimo contato direto por telefone” (TP 2).

Um aspecto importante nos Cursos EAD é a flexibilidade. No Curso de Especialização em Gestão Educacional à Distância adota-se uma postura flexível frente aos problemas apresentados pelos estudantes. Muitas vezes, embora haja um cronograma de atividades a ser seguido em cada disciplina, quando necessário são dadas oportunidades para que os estudantes postem atividades em atraso e assim possam recuperar o tempo perdido.

“Sabendo que a grande maioria dos alunos estuda e trabalha em consenso com os professores das disciplinas, aceitei atividades até a última semana de cada bloco. Ou seja, os alunos tiveram oportunidade de postarem e concluírem as atividades realizadas, mesmo não seguindo exatamente o cronograma proposto pelas disciplinas” (TD 6).

“Como professora ministrante de disciplina desenvolvi com o grupo de tutores várias estratégias de interação para evitar evasão. Enviamos mensagens para os estudantes e entramos em contato com os tutores presenciais para saber os motivos dos estudantes não concluírem as tarefas no prazo; realizamos uma semana para atividades de recuperação; disponibilizamos nova data como segunda chance para realização da prova presencial, além do exame final” (PP 1).

Em julho de 2011, por iniciativa própria, três professores orientadores marcaram um encontro com seus orientandos no Polo para fazer uma orientação presencial. A ideia foi muito bem recebida pelos estudantes e resultou numa maior motivação para a conclusão do Curso.

“A orientação presencial realizada no dia 02 de julho foi muito importante, foi uma “motivação” para continuar o trabalho de conclusão de curso” (TP 1)

Esse encontro foi importante para que os orientadores conhecessem seus orientandos e conversassem sobre a elaboração das monografias. Infelizmente a Coordenação da UAB na UFSM não disponibiliza recursos para fazer viagens extras, o que inviabiliza que mais ações desse tipo ocorram.

6. Sugestões dos Gestores para Qualificar o Curso

Embora não tenha sido apresentada nenhuma questão específica nesse sentido, os gestores apresentaram várias sugestões que poderiam ser adotadas para melhoria da qualidade Curso, que tem seu início já com disciplinas, sem que haja uma capacitação prévia dos estudantes para utilizar o AVA Moodle. Através da pesquisa aos históricos escolares, foi possível verificar que é no primeiro semestre que os estudantes evadem mais, devido, além das expectativas equivocadas, ao insuficiente domínio das ferramentas do computador e do AVA. Nesse sentido, a criação de uma disciplina de capacitação seria fundamental para o melhor andamento das atividades no decorrer das disciplinas.

“Sugiro que no próximo curso tenha duas semanas de capacitação para trabalhar na Plataforma Moodle” (CP 1)

“No inicio deveriam dar mais tempo para as tarefas e também a primeira disciplina seja de capacitação do uso do moodle onde haja a interação do aluno com a teoria e a prática, pois é no cumprimento das tarefas que ambas se realizam” (TP 5)

Assim explicita Longo (2009), que todos os cursos na modalidade EAD deveriam ser planejados de modo que, inicialmente fosse enfatizado “a integração entre os participantes da turma no espaço virtual e a ambientação dos estudantes às ferramentas de navegação e aos procedimentos de realização de atividades” (p.219).

Também foi sugerido que houvesse algumas aulas por videoconferência, como forma de minimizar a falta da relação face a face, já que muitos estudantes expressam essa necessidade.

Ainda, foi levantada como sugestão a possibilidade de que o Curso oferecesse a disciplina de elaboração de monografia no Moodle desde o início, para que o trabalho final fosse o resultado de uma construção que ocorresse ao longo de todo o Curso. Além disso, o trabalho final poderia ter outro formato.

“Nessa perspectiva registro a importância de manter desde o início o espaço no Moodle para realizar as orientações com possibilidade de criar tarefas com prazos para entrega dos capítulos. Em termos gerais, creio que seja necessário repensar o formato do trabalho de conclusão do curso. Talvez se trabalhássemos com a ideia de um artigo ou uma produção prática na escola básica teríamos melhores índices de sucesso” (PP 1).

“Também, deveriam ser encontradas formas de chamar a atenção dos estudantes sobre o significado de ocupar uma vaga gratuita em uma instituição pública de ensino superior. A evasão é desperdício de recursos públicos que poderiam estar servindo às pessoas que realmente gostariam de estudar e muitas vezes não podem por não passar no processo seletivo. Assim os estudantes teriam que se comprometer a concluir o Curso. Também seria relevante que cada aluno no ato da matrícula, pelo menos assinasse um termo de compromisso no qual se comprometesse em dedicar um determinado número de horas semanais para as atividades postadas no Moodle” (TD 6)

O acompanhamento e incentivo constante em todas as etapas do Curso são fundamentais para minimizar a evasão dos estudantes e a maioria dos gestores pratica essas ações, porém se faz necessário intensificá-las. Segundo Longo (2009) a qualidade de um curso à distância depende muito da qualidade da tutoria. A melhoria das relações, com uma maior proximidade entre os tutores, os estudantes e os professores, pode ocorrer através de um conjunto de ações simples, principalmente quando praticadas em um AVA.

“Em um ambiente virtual de aprendizagem (AVA) é preciso ter calor humano com a adoção de ações ricas em: cuidado, carinho, atenção, motivação e socialização. A comunicação é palavra chave! Dar atenção ao acadêmico, a sua frequência e ao desenvolvimento de suas atividades é tarefa importante e fundamental. A motivação também ocupa destaque nas relações do ensino, em especial na EAD. É preciso motivar os acadêmicos dentro e fora do AVA exercendo ações simples, mas que fazem uma significativa diferença, como por exemplo, lembrar-se do dia do aniversário, enviar um recado de “boa semana”, postar materiais que auxiliem o acadêmico em suas dúvidas particulares, elogiar a participação, entre outros. A socialização é preponderante nas relações da EaD. Percebo a relevância da efetivação de debates, pesquisas, fóruns, enquetes, discussões com temáticas pertinentes ao curso, aulas via web, entre outros. O acadêmico se sente mais a vontade e o ambiente se torna uma roda de conversa e repleta de participantes. A valorização deve estar presente sempre, para que o aprendizado seja construído de forma prazerosa e significativa. É tão simples, enviar um elogio, ou até mesmo uma crítica construtiva aos acadêmicos. A observação das produções, em uma escala gradativa, faz toda a diferença no momento de se avaliar um acadêmico em final de disciplina” (TD 4)

Enfim, essas sugestões são válidas não somente para serem desenvolvidas no ambiente Moodle, mas também fora dele por todos os gestores, pois se todos se propuserem a desempenhar com mais atenção as suas funções, muitas das carências dos estudantes poderão ser sanadas e consequentemente, será possível minimizar a evasão no Curso de Especialização em Gestão Educacional à Distância.

7. Considerações Finais

A Educação à Distância há muito tempo vem possibilitando o acesso de indivíduos, distantes geograficamente das Instituições de Ensino, à qualificação profissional. A partir da criação da Universidade Aberta do Brasil, em 2005, foram criados também muitos cursos de graduação e pós-graduação na modalidade à distância, a fim de proporcionar formação superior à professores em exercício e atender à uma demanda social por educação.

Percebe-se que, apesar da grande procura por cursos na modalidade à distância, o número de estudantes que evadem é bastante elevado. Realidade presente no Curso estudado, onde na primeira turma concluída, houve um percentual de evasão de 40,46% enquanto na segunda esse percentual aumentou perfazendo 51,34%, o que expressa algumas das limitações dessa modalidade. Este percentual varia nos diferentes Polos assim como a oferta de vagas.

Segundo os gestores pesquisados, e que acompanharam o desenvolvimento das atividades do Curso nas duas turmas, os principais motivos que levam à evasão são, além da visão equivocada sobre a modalidade à distância, apresentada por muitos estudantes que ingressam no Curso, o insuficiente domínio do computador e das ferramentas que ele oferece, a falta de tempo dos estudantes, que possuem uma jornada de trabalho longa e que se envolvem em muitas atividades, tornando difícil acompanhar o Curso e a dificuldade de comunicação com os professores e de obtenção de orientações para a construção do trabalho monográfico.

Uma série de estratégias são adotadas pelos gestores para evitar a evasão dos estudantes, entre elas, o constante contato via ambiente Moodle, e-mail e telefone; a motivação para a realização das atividades; o auxílio à dúvidas; a flexibilidade nos prazos para postagem de tarefas, etc.

Apesar de todos os esforços dos gestores, é preciso conscientizar os estudantes sobre o significado de ocupar uma vaga num curso gratuito e sobre a importância de concluí-lo. É preciso encontrar meios de tornar os estudantes mais autônomos, capazes de buscar soluções para os problemas que se apresentarem no decorrer do Curso, pois esse é o verdadeiro papel de um gestor educacional: ser capaz de tomar decisões, ter atitude, saber dialogar com seus pares, etc.;

Com esse estudo, foi possível perceber que algumas questões ainda necessitam ser revistas pela Coordenação do Curso, como por exemplo, a matrícula na disciplina de Elaboração de Monografia que é feita desde o segundo semestre e mesmo assim alguns alunos chegam à etapa final sem ter claro seus problemas de pesquisa e seus objetivos. Além disso, essa disciplina não consta no PPP como disciplina a ser ofertada no segundo semestre. Também há uma necessidade de rever a disciplina de Elaboração de Monografia desenvolvida no ambiente Moodle no último semestre do Curso, onde tutores, embora capacitados, oferecem orientações aos estudantes sem que o professor orientador responsável pelos estudantes acompanhe esse trabalho. Essa questão merece ser pesquisada, para conhecer a opinião dos estudantes que utilizaram essa disciplina para a construção de seus trabalhos finais, como perceberam o trabalho dos tutores e dos professores orientadores, se esse trabalho foi articulado ou não.

A modalidade de Educação a Distância apresenta-se como alternativa à formação continuada de professores em exercício, exigindo autonomia, dedicação, estudo individual, disposição para a pesquisa, entre outros atributos, necessários ao bom desempenho do estudante. Para além das saoCursoViaInternet.pdf> Acesso em: 20 de Março de 2011.

Enfim, são vários os desafios que se põe ao Curso de Especialização em Gestão Educacional à Distância e, uma gestão verdadeiramente democrática e participativa vem a ser primordial para minimizar o problema da evasão dos estudantes. Com o compromisso, envolvimento e empenho de todos, equipe gestora e estudantes é que se poderá elevar a qualidade do Curso e a qualidade dos profissionais formados nele.

Bardagi, M. P.; Hutz, C. S. Não havia outra saída: percepções de alunos evadidos sobre o abandono de curso superior. Revista Psico-USF, v. 14, n. 1, p. 95-105, jan./abr. 2009. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1413- 82712009000100010&script=sci_arttext> Acesso em: 20 de Março de 2011.

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Gestão Participativa na Escola. 3. ed. Petrópolis: os componentes curriculares do Curso, é preciso auxiliar os estudantes a desenvolver a capacidade de gerir seu tempo e organizar seu estudo.

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